terça-feira, 24 de abril de 2012

Sobre norma culta, informalismo e internetês.

Outro dia eu paguei de Grammar Nazi no Facebook e recebi uma resposta de 3º ano do fundamental:

"Eu escrevo como eu quero no Facebook."

Lindo, né? Só faltou ter junto um "cê num mi manda".
Assim, normalmente é válido isso de escrever um pouco errado na internet, pra agilizar as conversas é comum faltar um acento ou usar acrônimos (vc, pqp, vsf, tnc, pnc, e por aí vai). Mas isso não é motivo pra comer vírgulas e deixar o texto totalmente incompreensível. Dito isso, voltarei a explicar sobre a frase que eu citei acima.
Quem proferiu essa pérola pra mim foi um perfil de organização de eventos. Agora eu pergunto: Só eu que acho que não é de bom tom uma organização de evento ou perfil PÚBLICO de uma empresa sair postando "agente" "mais não faiz mau" e outras coisas do tipo?
Sinceramente, não acho que todos devam estudar português à exaustão, podem me contratar pra revisar as cagadas mas cada coisa no seu lugar: Pode escrever errado quanto for, na cadeia ou num chat de DoTA, mas fale direito quando o contexto exigir. E acho que esse é o caso. Considero incompetência quando a pessoa responsável pela parte de comunicação de uma empresa ou organização não sabe sequer falar direito. É como um vocalista que não sabe a letra da música e me passa a ideia de que não se preocupam nem em escolher a pessoa certa pro serviço. No dado contexto, a frase citada soou para mim como "Eu sou burro porque eu quero."

No mais, precisando de alguém para fazer traduções e revisões em português ou inglês, me contate.

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